Confessar

Quando éramos crianças, a maioria de nós guardava segredos de nossos pais. Se uma bola de futebol quebrasse a janela de um vizinho, não entregávamos nosso amigo. Mesmo sabendo que não estávamos bem em uma matéria na escola, não voltávamos para casa e pedíamos mais tempo para fazer a lição de casa. Não contávamos para nossos pais que estávamos namorando a “ovelha negra” da escola. E, convenientemente, nunca dizíamos que haveria álcool nas festas. 

 

É claro que, de uma forma ou de outra, nossos pais normalmente descobriam. As consequências eram castigo, culpa e vergonha — um ciclo que se repetia durante toda a nossa infância. Às vezes, nossos pais já sabiam o que estávamos tramando, mas, de caso pensado, esperavam que tomássemos a iniciativa e contássemos tudo. Primeiro, não os estávamos realmente enganando. 

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A culpa não nos pertence mais! 

Alguns de nós aprenderam rapidamente que o castigo seria menos severo se confessássemos nosso mau comportamento antes de nossos pais descobrirem-no por meio de outra fonte. Não só as consequências eram menos duras, mas descobríamos que podíamos controlar mais a culpa e a vergonha. Quando começamos a confessar os erros e as más escolhas de nosso passado, começamos a encontrar uma nova liberdade em nosso presente. Assumir a responsabilidade por nosso comportamento alivia a culpa e a vergonha, e nós nos tornamos abertos para a cura, a reconciliação e a restauração. 

Primeiro, não estávamos realmente enganando Deus; ele sabe tudo sobre nosso passado, presente e futuro e espera que tomemos a iniciativa e confessemos tudo a ele. Agora podemos começar a sentir seu amor incondicional e seu perdão em um nível mais profundo. Na segunda carta aos Coríntios 5.19, Paulo diz-nos que “Deus não leva em conta os pecados dos seres humanos e, por meio de Cristo, ele está fazendo com que eles sejam seus amigos. E Deus nos mandou entregar a mensagem que fala da maneira como ele faz com que eles se tornem seus amigos.”

Uma vez que completamos nosso inventário, concluímos a primeira parte do quarto princípio (“Abertamente analiso…”). O segundo aspecto deste princípio leva-nos ao nosso próximo passo: “…e confesso todas as minhas falhas a mim mesmo, a Deus e a alguém da minha confiança”. A confissão significa que concordamos com Deus sobre nossos pecados, e esse consenso restaura nossa comunhão. O quarto princípio resume como devemos obedecer à direção de Deus quando confessamos nossos pecados. Primeiro, confessamos nossos pecados diante de Deus para que possamos ser perdoados. O texto em 1João 1.9 assegura-nos de que “se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade”. 

Coloque para fora. Confesse a Deus!

Em seguida, confessamos nossos pecados a alguém em quem confiamos para que possamos começar o processo de cura. Em Tiago 5.16, é dito: “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e façam oração uns pelos outros, para que vocês sejam curados.”  

Talvez tenhamos medo de compartilhar nosso inventário, os bons e os maus aspectos de nosso passado e do nosso presente. Mas, quando fazemos isso, encontramos a paz e a liberdade que estávamos buscando, talvez por toda a nossa vida. Precisamos confessar nossas falhas, nossos ressentimentos e pecados. Deus deseja que fiquemos limpos, admitamos que o erro é errado e reconheçamos que “somos culpados do que somos acusados”. Precisamos admitir e confessar os pecados que identificamos em nosso inventário. Temos uma notícia incrível em Romanos 8.1: “Agora já não existe nenhuma condenação para as pessoas que estão unidas com Cristo Jesus.” 

Diz-se que “somos tão doentes quanto nossos segredos”. Quando compartilhamos nossos segredos mais profundos, começamos a dividir a dor e a vergonha. Desenvolve-se um senso saudável de uma autoestima que não se baseia nos padrões do mundo, mas na verdade de Jesus Cristo. 

 

A dor é inevitável a todos nós, mas a infelicidade é opcional. Na verdade, quando confessamos, a infelicidade desaparece. No Salmo 32.3-5, Davi lembra: “Enquanto não confessei o meu pecado, eu me cansava, chorando o dia inteiro. De dia e de noite, tu me castigaste, ó Deus, e as minhas forças se acabaram como o sereno que seca no calor do verão. Então eu te confessei o meu pecado e não escondi a minha maldade. Resolvi confessar tudo a ti, e tu perdoaste todos os meus pecados.” 

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