Deus, o nosso auxiliador.

No mês de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Por isso, nas próximas semanas, nós, da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), queremos compartilhar com você reflexões sobre a criação da mulher, feminilidade, vida profissional e como Jesus também chama as mulheres a servirem ao seu Reino.

Aproveite as leituras e compartilhe com o maior número de pessoas que você puder.

 

Criação da mulher

 

Deus se identificou como a “ajuda” ou o “ajudador” (hebr. ‘ezer) de Israel (Êx 18.4; Dt 33.7), palavra essa que não traduz inferioridade, pelo contrário, descreve uma função mais do que digna. Ninguém se desvaloriza assumindo humildemente o papel de auxiliador. Como “ajudadora” (Gn 1.20) do homem, a mulher se tornou sua parceira espiritual na extraordinária tarefa de obedecer a Deus, de dominar sobre a terra e ela também foi parte vital para a multiplicação dos seres humanos (Gn 1.28). A mulher, como a melhor amiga do homem, deveria lhe proporcionar conforto e companheirismo (Gn 2.23‑24). Ninguém poderia encorajá‑lo e inspirá‑lo mais do que ela, visto que foi criada para isso. A frase “como a sua outra metade” (hebr. kenegdo, lit. “semelhante ao que estava à sua frente”) aparece somente nos vs. 18 e 20, enfatizando a semelhança entre o homem e a mulher. Eva não era inferior ou superior a Adão, mas igual e equivalente em sua forma física, embora com uma função diferente e digna.

Homem e mulher foram criados parecidos com Deus; a diferença é que o homem foi formado do pó da terra, e a mulher da costela do homem. Ela é a cópia perfeita do homem, alguém de carne e osso, como ele; tão parecida com Deus quanto o homem, com igual valor em tudo (Gn 1.27). E está inseparavelmente ligada a ele pelo próprio ato da Criação. A integridade da raça humana está assegurada (Gn 1.27‑28); a dignidade e o valor da mulher estão assegurados (Gn 2.22); a base do casamento cristão está estabelecida de um modo memorável (v. 24).

A criação da mulher não foi uma decisão tardia. O homem foi planejado e criado física, emocional, social e espiritualmente já com a futura criação da mulher planejada e assegurada. Na realidade, Deus disse que não era bom ao homem estar “sozinho”; ele precisava da mulher (v. 18). Deus criou o homem do “pó da terra”, mas criou a mulher da “costela” (hebr. tsela’, lit. “lado”) do homem.

Deus usou Adão para expressar como a mulher é especial por meio de um jogo de palavras único, onde a própria linguagem reflete a unidade que Deus planejou entre o homem (hebr. ‘ish) e a mulher (hebr. ‘ishshah). A expressão “carne da minha carne e osso dos meus ossos” (v. 23) aparece em outras passagens do Antigo Testamento como indicação de um relacionamento entre familiares. Embora Adão tenha dado nome à mulher, isso não significa que ele estivesse uma posição superior à dela. Na cultura oriental, o ato de dar nomes, mesmo nos dias de hoje, é significativo e, na maioria dos casos, indica autoridade e responsabilidade. Note, por exemplo, o ato de dar nomes aos animais (vs. 19‑20), a mudança do nome de José por Faraó (Gn 41.45‑46), o novo nome de Matanias dado por Nabucodonosor (2Rs 24.17) e o novo nome dado pelo eunuco de Nabucodonosor a Daniel e seus amigos (Dn 1.6‑7). O nome dado à mulher é um reconhecimento de sua origem, do mesmo modo que o de Adão confirma sua criação a partir do pó da terra (Gn 2.19, nota).

*Texto retirado da Bíblia da Mulher – Sociedade Bíblica do Brasil

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