Perdão

As aparências podem enganar. Muitos de nós passaram a vida toda criando a máscara que usam em público. Querem que as pessoas respondam a eles de determinada forma com base na máscara que usam. Por exemplo, se projetam uma mãe amorosa para o mundo, esperam ser tratados com ternura. Se a máscara é a de um executivo insensível, esperam que a resposta dos outros seja o medo. Mas o verdadeiro objetivo de nossa máscara é proteger nossas feridas, enroscos e hábitos para que as pessoas não possam saber quem realmente somos.

Perdoado? Eu?

Um homem grande e sisudo sentou-se na última fileira de bancos de uma conferência do Celebrando a Recuperação. Ele estava coberto de tatuagens, ostentava vários brincos em cada uma das orelhas, e usava um colete e botas de couro preto e uma bandana vermelha em volta da cabeça e do pescoço.  

 

Ao longo do dia, o homem ficou sentado com as costas eretas e os braços cruzados sobre o peito enorme, sem participar uma única vez da discussão. Ele só olhava para os palestrantes com uma expressão penetrante nos olhos. 

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No final do dia, um dos palestrantes, com hesitação, aproximou-se dele para perguntar se ele tinha alguma dúvida e para saber mais sobre qualquer objeção que ele pudesse ter. Com lágrimas escorrendo pelo rosto, o homem simplesmente respondeu: “Eu adorei tudo o que vocês disseram sobre esse programa, e eu acho que ele poderia mudar minha vida e os membros de nossa congregação. Mas eu não acho que Deus iria me usar, com todos os pecados de meu passado, para começar este programa em nossa igreja.” 

Esse homem precisava aceitar o perdão, reconhecendo o que Jesus fez na cruz por ele (em João 19.30 Jesus exclamou da cruz: “Tudo está completado!”). Por mais grave que tenha sido o mal que esse homem fez aos outros ou a si mesmo, ele precisava ouvir e aceitar que a graça de Deus sempre é suficiente e o perdão de Deus sempre é completo.  

Em Romanos 3.22-24, é dito: “Deus aceita as pessoas por meio da fé que elas têm em Jesus Cristo. É assim que ele trata todos os que creem, pois não existe nenhuma diferença entre as pessoas. Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus. Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva.” 

Caminhando para o perdão

À medida que dermos os passos necessários ao perdão, descobriremos que estamos deixando de lado a culpa e a vergonha. Poderemos reconhecer: “Eu não sou perfeito, mas Cristo é. Deus e eu ainda estamos trabalhando em mim. Eu ainda caio, mas, com a ajuda de meu Salvador, posso levantar-me, sacudir a poeira e tentar novamente.” 

Ao oferecermos nosso perdão, não podemos mudar nosso passado, mas, com certeza, podemos iluminar nosso futuro. 

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